Tuesday, 3 October 2017

Analise Fundamentalista Forexworld


O fundamentalismo islacircmico No referente ao que se costuma chamar quotMundo islacircmicoquot - cujo rosto multiforme natildeo pode ser descrito aqui sequer de maneira aproximada-quero apenas referir-me de forma criatividade um um dos lemas do debate contemporâneo, que se oferece oportuno como a chave geral Para o esclarecimento dos processos atuais: a expressatildeo quotfundamentalismoquot. Se, em primeiro lugar, nos asseguramos de forma muito breve sobre as bases nas quais se apoia o renascimento atual do muno islacircmico, saltam agrave vista duas causas. Em primeiro lugar, encontra-se o fortalecimento econômico, com este, tambeacutem o poliacutetico e militar do mundo islacircmico, a partir do qual é adquirido na poliacutetica internacional. Mas enquanto não Ocidente o impulso econocircmico conduziu agrave debilidade da substacircncia religiosa, no mundo islacircmico vincula-se ao novo impulso economocircmico uma nova consciencircncia religiosa, na qual conjugam-se em indissoluacutevel unidade a religiatildeo islacircmica, a cultura e a poliacutetica. Esta nova consciencircncia religiosa e como posturas que se desprendem dela qualificam-se hoje não Ocidente como fundamentalismo. O meu ponto de vista, transpotildee-se um conceito de protestantismo norte-americano, de forma inadequada, um mundo comum de modo completamente diferente, e a nação de contribuições para o conhecimento das circunstacircncias. O fundamentalismo eacute, segundo seu sentido original, uma corrente cirúrgica contra o evolucionismo e uma criatividade biacuteblica que, juntamente com uma defesa da absoluta infalibilidade da Escritura, tentou unido e um fundamento subjacente. Sem duacutevida, existem analogias a respeito desta posiccedilatildeo em outro universos espirituais, mas se se converte em identidade, analogia, se incorre em uma simplificaccedilatildeo errocircnea. De tal foacutermula extraiu-se uma chave demasiadamente simplificada, atraveacutes da qual se pretende dividir o mundo em duas metades, uma boa e outra maacute. A linha do pretendido fundamentalismo estende-se, entatildeo, desde o protestante e o catoacutelico, ateacute o fundamentalismo islacircmico e o marxista. A diferenccedila dos conteuacutedos natildeo conta aqui para nada. Fundamentalista eacute a semper tem conviccilo, por isso atua como fator criador de conflitos e como inimigo do progresso. O bom seria, ao contraacuterio, a duacutevida, a luta contra anticipo convicto, a fim de todos os movimentos modernos natildeo dogmaacuteticos ou anti-dogmaacuteticos. Mas, como se depreende do conteuacutedo, a partir de um esquema classificatoacuterio puramente formal natildeo pode poder interpretar realmente o mundo. Segundo o meu comentário, deveria ser deixado de lado a exatidão quotfundamentalismo Islacircmicoquot, porque oculta, sob uma única etiqueta, processos muitos diferentes em lugar de esclarececirc-los. Deveria ser diferenciado, segundo me parece, o ponto de partida do novo despertar islacircmico e suas diversas formas. No que diz respeito ao ponto de partida, eu acho muito significativo que os primeiros sintomas da mudanccedila de rumo não Iratilde foram os atentados contra os cinemas norte-americanos. O quotway de occidentalquot, com sua permissividade moral, foi assumido como um ataque agrave proacutepria identidade e agrave dignidade da proacutepria forma de vida. O mundo cristatildeo había gerado, nos momentos de sua maior realizaccedilatildeo de poder, um sentimento negativo em torno de proacuteprio subdesenvolvimento e duacutevidas sobre uma identidade proacutepria, ao menos nos ciacuterculos cultos do mundo islacircmico. Deste modo, cresceu o desprezo frente ao confinamento do moral e do religioso no acircsito puramente privado, frente a uma configuração configurada de vida puacuteblica, na qual soacute seria vaacutelido o agnosticismo religioso e moral. O poder com o qual esse estilo de vida e o imposto formalmente, sobretudo através de um exportcado de cultura norte-americana, um estilo de vida que devia aparecer como o uacutenico normal, foi percebido cada vez mais como um ataque contra o mais profundo da proacutepria essecircncia . O fato de que um uniatildeo Sovieacutetica natildeo sea ateiacutesta, mas os Estados Unidos da Ameacuterica, tolerantes em mateacuteria religiosa e ao mesmo tempo fortemente marcados pela religião, os que satildeo combatidos e atacados dependendo de um choque entre uma cultura moralmente agnoacutestica e um sistema de vida , Choque no qual a naccedilatildeo, a cultura, a moral e religiosa, como uma totalidade indivisiacutevel. Como configuraccedilotildees concretas dessa nova autoconsciecircncia satildeo muito variadas. Aferrar-se freneticamente agraves tradiccedilotildees religiosas vincula-se em muitos sentidos ao fanatismo poliacutetico-militar, não qual é um religioso e um assunto de forma direta como um caminho de poder terreno. A instrumentalizaccedilatildeo das energias religiosas em funccedilatildeo da poliacutetica eacute algo muito proacuteximo sem duacutevida agrave tradiccedilatildeo islacircmica. Em consonacircncia a isto, desenvolveu-se, em relaccedilatildeo ao fenocircmeno da resistecircncia palestina, uma interpretaccedilatildeo revolucionaacuteria do Islatilde que esbarra na teologia cristatilde da libertaccedilatildeo, e que fez com facilidade uma mistura de terrorismo ocidental, inspirado pelo marxismo e e islacircmico. O que de forma superficial denomina-se quotfundamentalismo islacircmicoquot havido se vincular com facilidade agraves ideacuteias socialistas sobre um libertaccedilatildeo: o islatilde eacute encontrar como o verdadeiro conduto exemplo, encontrou Roger Garaudy seu caminho do marxismo ao islatilde. Vecirc nesse país com portador das forccedilas revolucionaacuterias contra o capitalismo dominante. Em contraposiccedilatildeo a este, um mandataacuterio fortemente marcado por religiatildeo como eacute o rei Hassam do Marrocos expressou sua profunda preocupação pelo futuro do Islatilde: uma interpretação de um instrumento de Islatilde que considere como seu nuacutecleo a entrega a Deus estaacute repreendida com uma interpretaccedilatildeo poliacutetico-revolucionaacuteria, na Qual a questatildeo religiosa se converte em partes de um país e cultura e com isso subordina-se ao poliacutetico. Natildeo deveriacuteamos nos dispor com tanta rapidez agrave anaacutelise de um fenocircmeno tatildeo complexo como este. O Islatilde, tatildeo seguro de si mesmo, atua ha muiacuteto tempo sobre o Terceiro Mundo como algo mais fascinante que um cristianismo dividido em si mesmo. Cardeal Joseph RatzingerO fundamentalismo quer uma espcie de volta ao pensamento tradicional da Reforma, mas os reformadores não têm em nada literalistas na interpretao da Escritura, como o so os fundamentalistas. Basta destacar uma reserva que tinha Lutero com alguns livros da Bblia, como, por exemplo, Tiago, Hebreus e o Apocalipse: para Lutero, uma herança de interpretação da Bblia, que era o Cristo da justificação por f. Quando algo, em algum texto bíblico, o aspecto contrrio a este ponto, ele o tratava de modo crtico. Calvino, por sua vez, tem como chave hermenutica a questo da soberania de Deus e, de igual modo, fez a sua leitura da Bíblia, parte integrante do comando e coordenador textos luz disso. V-se, pois, que os reformadores foram na verdade proto-crticos da Bblia (visto que o criticismo bblico s surgiu no Sc. XVIII), lanando, assim, como bases principais da chamada crtica bblica. O fundamentalismo s pode ser entendido no seu embate em relao ao liberalismo. Ele reao no final do Sc. XIX, ao liberalismo desenvolvido nos Sc. XVIII e XIX. Na base deste conflito esto dois modos de leitura e seus mtodos: o empirismo, com seu mtodo indutivo e o racionalismo idealista com o seu mtodo dedutivo. Para o idealismo ou o homem sem uma tbula rasa, mas j tem, em si, antes de qualquer experincias, idias natas que o opportam a conhecer a realidade. Razo por que o conhecimento, nenhum idealismo, um conhecimento da realidade mediado, ou seja, antes vm como idias e, depois, o conhecimento da realidade. O empirismo v o homem como uma tbua rasa, sem qualquer verdade nata que o habilite ao conhecimento da realidade. Razo por que entendem a base de conhecimento da experiência: se a realidade no passar pelos sentidos. Na filosofia clssica moderna destacam-se Francis Bacon (ingls) como empirista e Ren Descarte (francos) como idealista. Descartes deduziu a sua existncia de sua opinião, no famoso axioma: Penso, logo existo. Bacon, por outro lado, dizia que todo conhecimento se baseia na observao e, desta experincia, induz-se a verdade. David Hume (escocs), empirista, muito contribui para a doutrina do senso comum. Criticando Descarte (e o mtodo cartesiano, ou seja, o dedutivo) desprezou como tola iluso o mtodo dedutivo de causa e efeito (ou uma chamada noo de causalidade). Seguindo Hume, Thomas Reid fundou a teoria do senso comum: todos podemos experimentar, todos nós podemos observar e, por isso, todos nós podemos encontrar conclusões, visto que não h idias prvias mas, apenas, os fatos em si que s podem expressar uma Nica verdade. O conhecimento é o alcance de qualquer pessoa, visto que não depende de nenhuma outra mídia (seja filosófica, seja cientfica, ou mesmo de idias inatas): basta observar e deduzir. Em suma: a realidade de acesso e sua compreensão, não depende de qualquer coisa. Conclusão: 8226 a verdade universal, o que significa: ela é em todo lugar e em qualquer época, visto como imutável e sem adaptações. 8226 uma linguagem expressa o real: se a verdade nica e universal, pode ser expressa em qualquer tempo E lugar, ora, como a expresso e a transmissao da verdade, por meio de linguagem, esta no depende de interpretaes, pois a fiel transmisso da realidade 8226 a memria pode registrar objetivamente o passado: ora, se a verdade universal, se pode ser transmitida fielmente , Pode, tambm, ser armazenado de modo inalterado. Aplicando-se estes princpios teologia, chega-se concluso de que não existem fatores capazes de alterar um comprado de algo (são sociais, econômicos, políticos, culturais, tnicos, psicolgicos). A verdade nica, universal e imutvel. Não é necessário que se considere como questes quer da teoria da comunicao, quer da filosofia da linguagem: a verdade universal e a linguagem (o texto) a transmite corretamente. Por outro lado, o interlocutor pode receber esta mensagem de modo claro e sem necessidade de mídia. Cabeço, acolhimento ou relato, que, por eu, vez, foi acolhido pelos seus transmissores, e como eles, devemos armazenar e transmitir. Veremos, neste ponto, um relao entre uma filosofia do senso comum e o conceito de inerrncia bblica do fundamentalismo. Tanto em Lutero como em Calvino a volta a Bblia significou a redescoberta da palavra que Deus dirige humanidade, atravessos dos patriarcas, profetas e, sobretudo, Jesus Cristo. O que estava em questo não era, por isso, uma letra (gramata - termo usado por Paulo: a gramata mata). Calvino mesmo chega a questionar os literalistas quando o combate aos anabatistas no IV livro das Institutas. Porm, no fundamentalismo a Palavra de Deus uma questão de letra. Para estes um Bblia pode ser uma revelação perfeita de Deus se para isenta de equvocos ou paradoxos. Por isso privilegiaram o termo inerrncia sobre inspiração completa ou mesmo infalibilidade. Assim, a Bblia autoridade religiosa porque nela não há qualquer coisa, de qualquer natureza. Desta base de inerrncia que nasce o conceito de inspirao verbal. Os autores bblicos reproduziram o que Deus determinou: não há um questo de inspiração mas algo semelhante a uma espcie de ditado. Os manuscritos originais (e no os fragmentos e cpias mais antigas que dispomos) não há erros. Nota-se nesta postura j uma defesa contra a crtica bblica, pois, como não há textos autênticos dos autores, não é possível verificar o valor desta afirmativa axiomática fundamentalista. O conceito de inerrncia bblica, pois, não fundamentalismo, uma questão de f (um axioma). Mesmo que haja discrepncias entre os Sinticos, por exemplo, ao descreverem fatos da vida de Jesus, no entanto, não é o que é o princípio da inerrncia, solucionando-se o problema com uma idia da complementação recproca, onde passagens mais difceis tão interpretadas com uma ajuda das mais Fceis e com uma explicao extra-textual. Mesmo com o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é um erro? Por exemplo: se Jesus citou Jonas como exemplo, Jonas no um personagem, mas uma figura histrica que verdadeiramente é engolido por um peixe enorme (Lc. 11:30) se Jesus se refere a um Caim e Abel, eles são figuras histricas e não Meros personagens de antigos tradies (Lc. 11:51). Na Bblia no existe mito, lenda, saga, narrativa parablica (s parbolas). É um burra de Balao falou, não podemos ver nisso uma fbula (histrias em que os bichos falam), mas fato histrico um questo, por exemplo, da esposa de Caim, soluciona-se que é casou com uma sobrinha, ou irm, Ou filha (ainda que a Bblia seja contra o incesto) em Mt. Judas se enforcou, em At. Jogar-se de um princpio, apela-se, aqui, para uma complemento recproca, no estilo: Judas se enforcou perto de um precipcio, caiu (não sabe como - galho partido) e seu abdome se cortou na queda etc Mas o Literalismo fundamentalista aceita por vezes uma alegoria como o mtodo de interpretao da Bblia, mas semper vista como aplicaes figurativas (por exemplo, Cantares de Salomo - onde, marido e mulher devem ser interpretados como figuras de Cristo e da Igreja ou mesmo Sara e Agar, em Glatas, figuras do eleito para um salvao e do eleito para um perdio). Mesmo nestes casos, uma alegoria vista como uma aplicação. Mas o fundamentalismo aplica literalismo e subjetividade conforme o princpio das fundamentais. Note-se: se a Bblia diz que Deus criou o mundo em seis dias e não stimo descansou, verdadeiramente foram dias de 24 horas cada, mesmo que não primeiro dia sem houvesse distino entre noite e dia e os luminares s tivessem sido criados não quarto Dia. Veja-se bem: os verbos sem texto este não é indicativo, ou seja, indicam e no determinam. Porm, quando Jesus diz ao moo rico: Vai, vende tudo que diz, depois vem e me segue e ters um lugar no Reino, este um texto alegrico e deve ser interpretado. Ou seja, não para os ricos vendidos como seus imóveis, mas para colocarem o Reino em primeiro, e não como suas posses (embora o texto nada fale sobre isso). Entre em contato com um indicativo. Imperativo uma ordem. Ordens são responsáveis ​​por cumpridas. Em resumo: o fundamentalismo, quando o interessa, trata o indicativo como imperativo e o imperativo como indicativo. Uma Escritura deve ser uma prova de que uma dogmática é certa (ou seja, um serviço da Bblia, apenas para justificar e provar o que diz a teologia dogmática). Teologia seria, por isso mesmo, uma repetição sistemática. Para isso elegeram como cartas paulinas como princpio e secundarizaram os evangelhos. No fundamentalismo teologia e apologtica se confundem, sendo, para alguns, uma e a mesma coisa. Aplicar-se ao que é senso comum (ou este quilo) tem-se uma espcie de ideologia e não de teologia (sem sê-lo com nos EUA o fundamentalismo está ligado aos republicanos e s suas teses reacionrias). O fundamentalismo marcadamente ideológico, visto que não existe uma metodologia ou um princpio hermenutico, mas uma mentalidade que o torna doutrinariamente rgido, inflexo, blico: uma espcie de racismo teolgico. Neste racismo não há lugar para o amor, mas para o dio teolgico e sistemtico. O fundamentalismo eticamente legalista e, por isso, heteronômico. Conseqüência de um afastamento da sociedade, de suas realidades culturais, de suas idias: demonologizao daquilo que no lhe (narcisismo tico e teolgico). O mundo fundamentalista sria e irreversivelmente hermtico: não há lugar para uma criatividade, uma novidade, um imaginao, um livro que está pronto e está predeterminado (quer na histria, quer na medida do indivduo, pelo direito legal ou no modo de proceder). A pergunta pelo que faz a central na tica fundamentalista. O fundamentalista social e politicamente reacionrio: sua atitude, de um lado negativista, visto que julga que o mundo caminha para a desgraça, o caos e destruio final (quialismo), assim, nada que seja possível para fazer isso, da atitude Passiva em relao questo social e poltica. Deus, na Bblia, j determinou a condenao deste mundo que caminha para desgraças maiores e cumulativas, assim, tentar mudar isso como lutar contra a vontade de Deus. Um cosmoviso fundamentalista dicotomista: matria oposta ao esprito. Assim corpo X alma, espiritual X social, teologia X filosofia esto em contraste irreversvel e insupervel. Assim, não existe dilogo com a contemporaneidade, mas relao blica. A cristologia fundamentalista semi-doctica: enfatiza e supervaloriza uma divindade de Jesus e olha com srias desconfianas qualquer cristologia que parta da humanidade de Jesus. Semi-doctico, por que faz de Jesus um Deus que habitam em um corpo humano, meramente, negando qualquer kenosis (termo retirado de Fil. 2: 7 que deu lugar a uma cristologia chamada kentica que afirma que Deus em Cristo era limitado, por Exemplo, dos atributos externos de Deus: onipresena, onipotncia, oniscincia, glaria divina, dentre outros). O fundamentalismo notoriamente a-histrico (visto que a verdade universal e a-temporal), o que faz o mesmo algo meramente ideolgico. Embora estejam dentro das diferentes igrejas, ele não se desenvolve eclesiasticamente, mas ideologicamente, por meio de grupos e organizações de fóruns da Igreja, organizadas e dirigidas por eles para criar mtodos e meios de propagar-se nas igrejas. Assemelham-se aos escribas e fariseus dos tempos de Jesus que, em nome da s doutrina, colocaram para o seu jeito de mataram Jesus, pretextando piedade e o culto de Deus. Não há toleram atitudes como como Jesus, baseadas na liberdade, na criatividade, na crtica religiosa e doutrinria, na liberdade e no legalista. Rev. Prof. Carlos Alberto Chaves Fernandes Professor de Introdução e Anlise do Novo Testamento e Professor de Teologia do Novo Testamento do Seminário Teolgico Presbiteriano do Rio de Janeiro Postado por Djalma Oliveira s 15:34

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